Site para Médica Ultrassonografista: o caso da Dra. Marien Foresti

Como estruturamos o site da Dra. Marien Édina Foresti, médica ultrassonografista em Passo Fundo, com foco em imagem abdominal e hepática.

O Desafio: Ultrassonografista em Passo Fundo

A Dra. Marien Foresti é sócia da Clínica OR, em Passo Fundo, junto com a Dra. Taira Liell — cujo site também é nosso, e está documentado aqui no portfólio. O problema era específico: as duas atuam no mesmo endereço e na mesma área, e um site que parecesse a versão recolorida do outro confundiria paciente e médico solicitante em vez de ajudar.

A decisão foi manter a família visual da Clínica OR e dar a cada médica uma assinatura própria. O site da Dra. Marien usa base clara dominante, tipografia Cormorant Garamond com Jost e geometria reta; o da Dra. Taira, base escura em parte das seções e geometria arredondada. Mesma clínica, mesma paleta institucional, dois sites que ninguém confunde.

Site da Dra. Marien Foresti, médica ultrassonografista em Passo Fundo
Identidade própria dentro da família visual da Clínica OR.

Publicidade médica: o que o site pode e não pode dizer

Site de médico não é site de loja. O Código de Ética Médica e as resoluções do CFM sobre publicidade proíbem o superlativo, a promessa de resultado e a autopromoção — e quem responde pela infração é o profissional, não a agência. Na prática, isso muda o texto inteiro:

  • Sem superlativo. Nada de "o melhor ultrassom da cidade" ou "precisão absoluta". Descrevemos o exame e a formação, e deixamos o paciente concluir.
  • Sem promessa de resultado. A página explica o que o exame investiga e como é feito, não o que ele vai encontrar.
  • Registro visível. CRM e RQE aparecem no site, como a norma exige.
  • Avaliação só se for real. Nenhum depoimento genérico de "paciente verificada": ou é avaliação real do Google, com autoria, ou não entra.

Essa restrição costuma ser vista como limitação. Na prática ela favorece o SEO: sem espaço para adjetivo, o texto vira explicação técnica — que é exatamente o que o paciente pesquisa e o que o Google premia em conteúdo de saúde.

Conteúdo estruturado por exame, não por serviço

Em vez de uma página "Exames" com uma lista, cada procedimento ganhou a sua, escrita a partir da dúvida real de quem vai fazer:

Uma página por exame é o que permite disputar a busca de cauda longa. Quem digita "quantificação de gordura hepática Passo Fundo" não chega por uma página genérica de clínica; chega pela página daquele exame.

Página de exame no site da Dra. Marien Foresti
Cada exame tem página própria, escrita a partir da dúvida do paciente.

Decisões técnicas

O site roda na nossa estrutura estática publicada no Google App Engine: HTML gerado no build, CSS crítico embutido na página e o restante carregado depois. Três decisões que valem registro:

  • Nenhuma webfont. As famílias tipográficas ficam no início da pilha e a fonte do sistema assume. Zero requisição externa, zero byte de fonte, nenhuma dependência do Google Fonts.
  • Contraste conferido por cálculo. O cobre institucional da Clínica OR atinge 3,3:1 e reprova no WCAG AA como texto. O projeto usa um cobre mais escuro no texto sobre fundo claro e reserva o institucional para filete, borda e ícone.
  • 404 de verdade. Endereço inexistente responde 404 com status real, não a home com 200 — o mesmo problema que este site aqui tinha e que foi corrigido.
A jornada de quem chega: Um paciente sai da consulta com o pedido de uma elastografia hepática, um exame que ele nunca ouviu falar. No caminho de casa, pesquisa o nome no celular. Encontra uma página que explica o que o exame mede, por que o médico pediu, quanto tempo demora e o que precisa levar. Não há promessa nem adjetivo — há a informação que ele foi procurar. A página abre em menos de dois segundos, o registro da médica está visível e o botão de contato está ali. Ele agenda sem precisar ligar para perguntar o que era.

Veja também: o que muda na criação de sites para médicos e clínicas, desenvolvimento de sites para a área da saúde e os demais sites do portfólio.