Quanto custa um site em 2026 — e por que a faixa vai de zero a cinquenta mil
A pergunta parece simples e não é. O que muda de uma faixa de preço para outra quase nunca é o visual.
“Quanto custa um site?” é uma pergunta parecida com “quanto custa um carro”. A resposta honesta é que depende do que você chama de carro — e, principalmente, de quanto tempo você pretende dirigir esse carro.
O que confunde é que a maioria dos orçamentos apresenta um número só, escondendo que site é a soma de quatro coisas independentes. Separá-las é o que permite comparar propostas que hoje não são comparáveis.
As quatro coisas que você está comprando
- O endereço (domínio). Um
.com.brcusta em torno de R$ 40 por ano no registro.br; um.com, algo entre R$ 50 e R$ 80. É um custo de cartório, não de fornecedor. - O lugar (hospedagem). Varia de zero a centenas de reais por mês, dependendo da tecnologia. Um site estático institucional cabe folgado nas cotas gratuitas das nuvens grandes.
- O projeto. Desenho, código, redação, fotos. É aqui que a conta muda de faixa, e é a única parte que é realmente trabalho.
- A manutenção. Atualização, correção, mudança de conteúdo, e alguém que atenda quando quebrar.
Quando o orçamento junta as quatro numa mensalidade, você perde a capacidade de saber o que está pagando — e, o que é pior, costuma perder a propriedade de pelo menos uma delas.
As faixas de preço e o que realmente muda entre elas
| Faixa | O que costuma ser | O que você aceita junto |
|---|---|---|
| R$ 0 | Construtor gratuito, subdomínio da plataforma | Endereço que não é seu, publicidade da plataforma, nenhuma portabilidade |
| R$ 50–250/mês | Construtor pago ou tema pronto | Aluguel eterno: parou de pagar, sai do ar. O conteúdo raramente é exportável |
| R$ 1.500–5.000 | Projeto sob medida pequeno, poucas páginas | Redação geralmente por sua conta; manutenção cobrada à parte |
| R$ 10.000+ | Projeto com pesquisa, redação, fotografia e acompanhamento | Prazo maior e a necessidade real de ter conteúdo para colocar dentro |
Repare que a coluna que decide não é a do meio. O que separa uma faixa da outra não é quantas páginas o site tem nem quão bonito ele é: é o que acontece se você quiser sair.
As três perguntas que revelam mais que o orçamento
- O domínio fica registrado no meu nome ou no seu? Se ficar no nome do fornecedor, você não tem site: você tem uma assinatura. Essa é a pergunta que mais desconforto causa, e é justamente por isso que ela precisa ser feita.
- Se eu encerrar o contrato, o que eu levo comigo? Os arquivos? O texto? As fotos? O histórico do Analytics? Um “levo o conteúdo” vago não é resposta.
- Quem escreve o texto? Em quase todo projeto que atrasa, o gargalo é este. Se a resposta for “o cliente manda”, some seis semanas ao prazo e um custo que não estava na planilha.
Por que a mensalidade barata costuma ser a conta mais cara
Uma mensalidade de R$ 149 parece um décimo de um projeto de R$ 4.000 — até você multiplicar por sessenta meses. São R$ 8.940, e no fim dos cinco anos você não é dono de nada. O projeto pago uma vez, com hospedagem barata, sai mais em conta no segundo ano.
Isso não torna a mensalidade errada. Ela faz sentido para quem precisa começar amanhã, tem caixa apertado ou está testando um negócio que pode não existir em um ano. O erro é escolhê-la achando que é o modelo mais barato — ela é o modelo de menor entrada, que é outra coisa.
O custo que quase ninguém coloca na planilha
O tempo do dono. Um site sob medida exige decisões: o que oferecer primeiro, que foto usar, que texto aprovar. Fornecedor nenhum toma essas decisões por você — e o projeto que “não sai” quase sempre está parado esperando um retorno, não uma linha de código.
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